
domingo, 28 de junho de 2009, 12:02

Ontem, o Botafogo levou a segunda “escovada” seguida no Brasileirão e escancarou pra toda a torcida uma coisa que acontece desde o começo do campeonato: nosso time não tem controle, é um bando de amigo sem experiência que está levando pro buraco um dos times mais tradicionais do mundo.
Cansei de ser otimista com o Botafogo enquanto nosso time tiver um técnico sem conhecimento técnico, um elenco ipatingado, um departamento médico medonho, um gerente de futebol rebaixado com o Figueirense em 2007 e um presidente torcedor. Explico:
1. Técnico sem conhecimento técnico: O Ney Fraco ta perdido. A cada rodada ele inventa um time diferente e parece não ter nenhum critério nas suas escalações. Desde o fim do Campeonato Carioca, o time já teve formações e escalações das mais diferentes formas. Adeno: o que foi ontem, quando o time tava perdendo em casa, ele voltar do intervalo com o Fahel (a múmia dos passes errados) e queimar o talentoso garoto Rodrigo Dantas pra fazer milagre aos 43 do segundo tempo quando estávamos perdendo de 4 a 1.
2. Elenco Ipatingado: Léo Siva, Fahel, Emerson???? Titulares absolutos??? Com um timeco desses podem esperar fortes emoções até o fim do campeonato. Tudo cria do Ney Franco que pensa que o Botafogo de Futebol e Regatas é um timinho do centro-oeste brasileiro. Basta!!!
3. Departamento médico medonho: Reinaldo é diagnosticado erroneamente no fim do Estadual, volta a campo, arregaça de vez sua contusão e agora ficará mais dois meses parado. Teco já veio bichado do Grêmio e nunca se recupera. Michael que veio pra salvar nossa lateral esquerda chegou no Bota, se machucou e não se recupera nunca. Quem será o próximo a entrar na pensão come-e-dorme alvinegra?
4. Gerente de futebol medonho: Anderson Barros, rebaixado com o Figueirense ano passado, só trouxe amebas pro time e prometeu no começo do ano “Invés de trazer 10 jogadores meias-bombas traremos um craque”. O único que jogou no Botafogo este ano, Maicosuel, já foi vendido. De resto só vieram meias-bombas. Cadê o dinheiro da renda das finais do Estadual, da venda do Maicosuel e do tal fundilho de investimentos? Gastaram tudo com o Tony, Jean Coral e companhia?
5. PRESIDENTE TORCEDOR: aqui está o pior do clube. Quando o Botafogo apresentava um bom futebol no Carioca 2009 ele aparecia quase semanalmente em programas de TV, rádio e jornal. Cadê você Maurício Assumpção? Esse é o cara responsável por todos os problemas relatados acima. Cadê você agora? Deve estar na casa torcendo pra esse timeco sair da beira do caos.
Cansei, time sem vergonha. Rumo à segundona.
OBS: Ele não demitiu o Ney FRACO ontem. Vamos aguentar isso até quando?
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quarta-feira, 24 de junho de 2009, 13:50
“Tava na beira do caos, tava na beira do mal, numa piração total
Hoje o dia está tão claro, e o tempo é meu amigo
Ontem eu chorei um mar, mas agora estou tranquilo
Ontem foi que eu nem te vi, mas agora estás aqui”

A “belíssima” música acima (cifras no link abaixo), escrita pelo nosso professor Ney Franco, o onanista de Emerson, Alessandro e Léo Silva, descreve bem a situação em que se encontra nosso Glorioso. Aliás, O Glorioso é o Botafogo, que ganhou esse apelido da imprensa esportiva nos anos 20 porque goleava todos seus rivais com mais de cinco gols de diferença. Tem uns times por aí que imitam o Botafogo, mas Glorioso só tem um.
Pois bem, esse asno travestido de técnico de futebol ta acabando com o Fogão. Só ele ainda não percebeu que o Emerson não merece nem passar na frente de General Severiano, quem dirá usar o manto sagrado. O Gottardo e o Gonçalves, dois zagueiraços alvinegros, devem chorar a cada bola que erra esse nosso lento zagueiro. Se não bastassem os DOIS gols contra que ele fez nas finais do estadual desse ano, a cada partida ele se supera e consegue ficar ainda pior. Santa paciência. Juro que qualquer dia pago uma grana pra torcida dos mulambos soltarem umas bombas lá no treino.
Tenho plena consciência que nosso time é limitado este ano, mas vale nosso treinador da beira do caos insistir tanto nessa ameba chamada Emerson? Pensei que o STJD dessa vez iria nos ajudar e meter um gancho de 540 dias nele pelo chute que ele deu na cara do Fred no último clássico que nos perdemos pros tricoletes. Mas não, quando precisamos dos engravatados amigos do Paulo Schmidt ficamos a ver navios. Ou melhor, naufrágios!!!
Não gosto de desejar que um jogador se machuque, mas que os fantasmas que rondam o departamento médico do Botafogo poderiam fazer o Emerson pisar num buraco do campo e se afastar por uns cinco jogos, isso eles podiam. Resta-nos rezar ou ficamos numa piração total!!!
PS 1: Brincadeira o departamento médico e físico do Botafogo hein. Jogador só se machuca nesse time e não se recupera nunca. Reinaldo tá parado há mais de dois meses. O Teco já virou lenda. E agora o Michael, que era pra ajudar nossa lateral esquerda, também não se recupera nunca???
Pois é, “...e há de ser, nosso imenso prazer. Tradições, aos milhões tens também...”
Cifra de Tava na Beira do Caos
http://cifraclub.terra.com.br/cifras/ney-franco/tava-na-beira-do-caos-spmjgh.html
Postado por Iran Schleder - 2 comentários | Link permanente
terça-feira, 23 de junho de 2009, 09:39
Como já disse o alvinegro Armando Nogueira: “Amar um clube é muito mais que amar uma mulher”. A frase do velho mestre serve de abertura para o blog e também cabe como perfeita descrição do torcedor botafoguense. Ser alvinegro é levar consigo no peito o escudo mais lindo do mundo e as tradições de um time que encantou gregos e troianos. Além de ter sido o time que mais cedeu jogadores à seleção canarinho, ser eleito pela FIFA um dos melhores clubes do século XX, a equipe que aplicou a maior goleada da história do futebol brasileiro, enfim, o time de Garrincha, Quarentinha e Didi, o Botafogo é uma predestinação celestial. O botafoguense já nasce Botafogo, ele apenas descobre depois.
Guardo até hoje, íntegro, o sentimento do primeiro encontro. Foi na cozinha da casa da minha mãe na noite de 21 de junho de 1989. Tinha apenas dez anos, e não estava muito interessado naquele time. O jogo era, pra se esperar, Botafogo e Flamengo. Decisão do carioca daquele ano. Eu tinha tudo pra não ser botafoguense: o Botafogo vinha de mais de duas décadas em sua história sem a conquista de um único título, e os times do momento Corinthians, São Paulo, e o próprio Flamengo, encantavam o país.
Hoje, vinte anos depois, eu me pergunto, por mera curiosidade, por que será que não escolhi torcer pro Flamengo? Afinal o Flamengo era o time mais “quirido” do Brasil. Dava ibope torcer pro Flamengo. Tinha uma constelação de craques, de Zico a Junior o time era um assombro. Era certeza de alegria pela frente. Eu, no entanto, resolvi trocar o certo pelo duvidoso. Afinidades eletivas, meus amigos. Premonição, talvez. Enfim, coisas do coração, pois no final do jogo era o Botafogo que dava a volta olímpica no Maraca, campeão invicto.
Ali nascia minha grande paixão, apesar de que o Botafogo nem sequer sabia da minha reles existência. Não sabia, nem precisava saber. O futebol é assim: desperta na pessoa um sentimento virtuoso que transcende a amizade, que vai além do amor e culmina no santo desvario da paixão. Tem de tudo um pouco, porém, é mais que tudo. Torcer por uma camisa é plena entrega. É mais que ser mãe, porque não desdobra fibra por fibra o coração. Destroça-o de uma vez no desespero de uma derrota. Em compensação, remoça-o no delírio de uma vitória.
O Botafogo é bem mais que um clube – é uma opção de vida. Seu símbolo é uma entidade divina. Por isso é que o Botafogo está sempre no caminho certo. O caminho da luz. “Feliz do clube que tem por escudo uma invenção de Deus”.
Estrela solitária.
O torcedor do Botafogo tem um coração repleto de memoráveis alegrias: convivem, na mesma estrela, craques que não só nos orgulham, botafoguenses, mas toda a nação brasileira, de Heleno de Freitas à Túlio Maravilha, passando por outros tantos, como Garrincha, Didi, Quarentinha, Paulo Valentin, Gérson, etc, etc…
Da cozinha de casa naquela noite de 1989 até os dias de hoje foram muitas as lágrimas, tanto de desespero quanto de fulgor. O Botafogo tem o dom de me levar do inferno ao paraíso, e vice-versa. Ele é como eu: é preto no branco, é 8 ou 80. Somos assim, ou é agonia ou é êxtase.
O Botafogo sou eu mesmo, sim senhor! Pra sempre Botafogo.
Postado por Iran Schleder - 3 comentários | Link permanente
MaLuKos pelo BOTAFOGO