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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009, 10:29
Acordei com a sensação de que algo estava errado. Difícil aceitar e acreditar. Mas temos que admitir. Foi tudo merecido. O melhor campeonato de todos os tempos. Para nós, o pior final de todos os tempos. Um final para esquecermos e nos envergonharmos por mais cem anos.
Os cem anos do Coritiba Foot Ball Club esconderam dos olhos de todos os problemas estruturais, financeiros e humanos que enfrentamos há anos. As festas e comemorações tiraram o foco principal e amenizaram as cobranças que deveriam ter sido feitas desde a perda do Campeonato Paranaense. As cobranças, necessárias naquele momento, foram trocadas pelos shows e partidas comemorativas. O fato é que a faixa da torcida já deveria estar de ponta-cabeça.
Recorro novamente ao meu companheiro Tiziu que me dizia a seguinta frase, logo após Ney assumir o time: “Meu amigo, não se iluda. O problema do Ney Franco não é como começa, é como termina.” Nessa época ele aguentava as minhas gozações a respeito do desempenho dos comandados de Etevam Soares.
Difícil começar a escrever. Difícil é encontrar o início. Como se levantar depois dessa queda.
Mas, de algum ponto, sempre há um começo, ou um novo começo, mesmo após a perda da guerra e o horroroso saldo da destruição.
A diretoria é culpada por tudo, desde a montagem do time até o vandalismo assustador proporcionado por bandidos.
A estratégia dos cinco reais é mais uma idéia genial de Cirino e sua trupe. Sem contar a campanha de marketing incitando a torcida à guerra contra o Fluminense. A bomba relógio foi contruída e o que ocorreu era previsível. Só a polícia e a diretoria do Coritiba que não perceberam. É fato que a tropa de choque já deveria estar em campo, esperando o término da partida para dar segurança aos atletas e aos árbitros. Mas o que se viu foi meia dúzia de PMs, meninas inclusive, lutando pela própria segurança.
Infelizmente eu sou obrigado a concordar com a pena duríssima que a nós será imposta. Não jogar no Couto Pereira em 2010 é a solução mais justa, até que o estádio apresente condições de sediar jogos de futebol.
A máxima de demitir do presidente ao ponta-esquerda cabe como uma luva. Pelo visto, o rebaixamento de 2005 não foi suficiente para o clube acordar e planejar. Fazer futebol nos dias de hoje é tarefa para poucos, ainda mais quando falamos de um time provinciano. Então, agora é a hora de acordar.
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terça-feira, 1 de dezembro de 2009, 10:38
A última rodada do Campeonato Brasileiro mais emocionante de sua história ainda pode reservar uma despedida melancólica para o Coritiba, no ano do seu Centenário. Infelizmente não podemos dizer que é uma surpresa, pois esse sinuoso caminho estava sendo percorrido desde o início do ano, com a perda do estadual para o Atlético.
A derrota previsível para o Cruzeiro deixa à mostra toda a falta de empenho que esse elenco demonstrou ao longo da competição, principalmente nos confrontos fora de casa. A incompetência da diretoria alviverde não é de hoje. São anos de más administrações que culminam no desespero da torcida, a única realmente prejudicada com o descenso. A maioria dos jogadores não vai ficar para o ano que vem, portanto não há identificação com a camisa.
Quando falavam que para o Fluminense escapar precisaria de um milagre, estamos às vésperas de sermos o santo milagreiro. Seremos quem irá tornar possível a saga vitoriosa de um time virtualmente rebaixado, mas que vem suando a camisa como nunca e merece permanecer na elite de nosso futebol.
O Coritiba precisa apenas fazer sua parte para que o santo se chame Botafogo. Basta ganharmos no próximo domingo para não precisarmos torcer pra ninguém, embora toda a nação coxa-branca seja Palmeiras desde criancinha.
Marcelinho Paraíba e a torcida levaram o time no colo o ano todo. Agora, mais do que nunca, precisamos dessa dupla para ter um fim de ano ao menos digno.
Vamos lotar o Couto Pereira e gritar bastante. Na segunda, saberemos quem é quem nesse Brasileirão.
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quinta-feira, 26 de novembro de 2009, 09:16
Peço licença novamente ao meu amigo e companheiro Iran Schleder, o Tiziu, para usar seu título - na época representando o momento de seu clube, o Botafogo, dirigido por Ney Franco. Como muitos sabem, Ney é também compositor e o título do artigo refere-se a o título de uma de suas canções.
Percebemos que a situação do Botafogo carioca não mudou muito de lá pra cá. Mais triste que isso, só tendo consciência de que o título da música de Ney agora serve para o Coritiba.
Não estamos fazendo nossa parte na luta para evitar a maior catástrofe que o clube já viveu. Um segundo descenso, na era dos pontos corridos, ainda por cima no ano do seu centenário, é inaceitável sob todos os pontos de vista.
O Coritiba mostrou um elenco competitivo apenas em setembro. Durante o ano todo buscou um lateral-esquerdo, um zagueiro, mais um volante e outro atacante. Luciano Amaral, Makelelê e Rômulo são bem-vindos, mas chegaram com nove meses de atraso, praticamente uma gestação. Não citei nenhum zagueiro, pois este ainda estamos esperando. Quem se destacou na posição foi o jovem volante Dirceu. Pereira e Jéci causam calafrios até aos torcedores mais otimistas. Se o Jéci fosse bom, o Palmeiras não o teria devolvido. Pereira é lento e comete muitos erros por uma mistura de falta de comprometimento e auto-estima acima da realidade.
O confronto com o Cruzeiro traz uma dose de pessimismo. Ney Franco só ganhou uma partida fora de casa e a Raposa está querendo mostrar serviço, já que está deixando escapar a vaguinha para a Libertadores da América. O que nos resta? Ganhar do Fluminense na última rodada, além de torcer para que o Vitória arranque ao menos um empate no Maraca. A que ponto nós chegamos.
Essa é a prova de que os clubes do Paraná estão muito abaixo do que suas torcidas merecem. A torcida do Coritiba deu show o ano todo e agora vai sofrer até o fim do campeonato. Todo mundo sabia que só um Marcelinho Paraíba não resolve. Ele leva o time nas costas, quando joga em casa, mas não é suficiente.
Manter a base deste ano parece ser uma tarefa das mais complicadas. Pedro Ken, Marcelinho Paraíba, Carlinhos Paraíba e Leandro Donizete estão se despedindo. Makelelê, Rômulo e os emprestados serão devolvidos, além de mais uma dúzia que deve deixar o clube e que não fará falta, como Guarú, Pontes e Cleyton. Faça suas contas e veja o que nos sobra. Esta é a nossa realidade, é o jeito de o Coritiba fazer futebol.
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terça-feira, 20 de outubro de 2009, 14:35
Mais uma vez estamos flertando com a morte. Na beira do caos, como sugere a letra de uma das canções compostas por Ney Franco, insinua-se como pode terminar o ano de nosso centenário.
A derrota para o Barueri em casa revelou toda a fragilidade do time que surpreende os líderes do campeonato, mas não consegue bater equipes fracas, que brigam pelo mesmo objetivo, o de permanecer na elite do futebol brasileiro.
Em meio a boatos da transferência dos “paraíbas” para o São Paulo, a ressaca pelas comemorações dos cem anos ainda não acabou. Talvez seja ela a responsável pelas chances desperdiçadas no estádio Olímpico de Porto Alegre, que nos colocaram mais uma vez no papel de coadjuvantes.
Vimos nosso maior rival escapar da degola e, ainda por cima, tivemos que achar legal, pois o Santo André é o primeiro que nos separa do fundo do poço, cinco pontos atrás. O Atletiba do próximo fim de semana pode trazer à tona a primeira crise do comando de Ney Franco.
O clássico é muito perigoso. Antônio Lopes sabe como ninguém armar uma retranca e jogar no contra-ataque. É dessa maneira que vem surpreendendo os adversários quando joga fora de casa.
Assim será até o fim do ano. O nosso caminho é duríssimo. Basta olhar para tabela e descobrir que o único jogo fácil é contra o Fluminense na última rodada. Ja rebaixado, o Flu vai estar com vontade extra para levar o Coxa junto para o buraco. É bom já termos escapado. Senão podemos ser espectadores de mais uma decepção em verde e branco.
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quinta-feira, 8 de outubro de 2009, 09:32
Ney Franco é o maior responsável pelo bom momento do time. O treinador mineiro conquistou seu espaço e vem mostrando que entende de futebol. Contrariando meu amigo Iran Schleder, botafoguense magoado com a maneira como Ney deixou seu clube, insiste na teoria de que Ney é retranqueiro e o problema é como termina, e não como começa. Enquanto não termina, vamos tecer os elogios merecidos.
O time está muito mais sólido com a chegada dos últimos reforços, dois volantes e um lateral esquerdo. Lateral que peço desde minha primeira participação no Maluko. Luciano Amaral equilibrou o time, que sempre puxava para direita, mesmo com sua base mágica composta por canhotos.
As vaias dirigidas a Marcelinho no jogo contra o Náutico não soaram bem. Mas, confesso que, por dentro, eu o vaiava havia quatro jogos. Marcelinho precisava de um puxão de orelha. Mesmo que tenha sido decisivo em vários jogos. O que a torcida quer é entrega e raça. Só gols, é pouco. A massa quer vibração.
Um elenco qualificado e composto por reservas com poder de decisão. Apoiado nisso, Ney Franco tem sido ousado, colocando o time pra frente em seus domínios. O time voltou ao 4-4-2 e tem conquistado não somente resultados importantes, mas também a confiança da torcida e do elenco. Os reservas têm sido decisivos. A vitória contra o Internacional mostrou que agora nós podemos. Yes, we can. Yew, we will créu.
Hoje, contra o tricolor do Morumbi, estou certo que podemos surpreender. O Jason está mais descaracterizado do que nunca. Richarlyson não joga. Não jogam também Junior César, Washington, Miranda e Renato Silva. Os cinco titulares farão muita falta e Marcelinho Paraíba pode ser decisivo.
Pela primeira vez Ney vai poder contar com todo o elenco. Problemas como indisciplina e contusões foram resolvidos, embora nos restem poucos jogos para o fim do campeonato. Mesmo sendo a Sul-americana um torneio ainda mal organizado e sem expressão, será um grande consolo para quem luta para não cair. Será o primeiro passo para um grande ano que virá. 2010 promete.
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segunda-feira, 28 de setembro de 2009, 10:12
Quando da chegada de Ney Franco – coisa que já poderia ter acontecido antes – um relato botafoguense do amigo Iran Schleder me deixou apreensivo:
- Retranqueiro!
Até aqui Ney Franco não tem sido retranqueiro, muito pelo contrário. Talvez não tivesse no Botafogo as boas peças que dispõe no Coritiba. A performance do treinador/cantor é quase irrepreensível. O único senão foi colocar Jéci pra cobrar aquele pênalti que nos tirou da Sulamericana, quando vários motivos sinalizavam contra.
Futebol é imposição e esse elenco sempre foi reconhecidamente bom para que pudesse se impor, tanto dentro como fora do Couto. Uma pena que o René não tivesse a mesma postura, pois poderíamos estar muito acima. René discursava grande, mas agia pequeno. Tirar volante pra colocar um meia ou tirar um meia pra por um atacante eram coisas impensáveis para o grande comandante do retorno à primeira divisão, e são atitudes que vêm mudando jogos em nosso favor.
Nos últimos tempos o Coritiba sofreu muito com a atitude medíocre de alguns técnicos, que jogavam pra empatar e as vezes perdiam, punindo o time e a torcida, privilegiando o medo da demissão em detrimento dos bons resultados. “Empatônio” Lopes, Estevam Soares, Bonamigo na segunda passagem e Dorival Júnior, que poderia ter ido longe se fosse mais ousado.
Ney tem sido o técnico dos sonhos do torcedor. Não faz milagre, mas faz o máximo que pode com o elenco que tem. Conhece a qualidade dos seus jogadores, mostra coragem e conhecimento tático nas substituições, coerência nas escalações - e principalmente - trata o Coritiba como o grande que é.
E depois da boa partida contra o Náutico, Ney até surpreendeu, ao fugir do lugar comum e elogiar o próprio trabalho, dando nota 10 a si mesmo! Talvez tenha exagerado na confiança, mas a descontração tem motivo: Em 9 jogos, seu aproveitamento de 63% só é inferior aos 64% do Palmeiras. A aprovação do torcedor ao seu trabalho comprova a sorte que tivemos ao vê-lo fora do Botafogo no mesmo dia em que René se despedia. Se no futebol o trabalho de longo prazo costuma dar resultados práticos, nos resta desejar vida longa ao Ney Franco no Coritiba.
Marcelinho: Vaias entusiasmadas merecem os amargos e ingratos que tiveram a capacidade de apupar o craque desse campeonato. MP9 estava sim dispersivo, mas é um jogador que sempre decide, mesmo quando a fase não é a melhor. Não pode ser substituído e muito menos vaiado um jogador que é a alma do seu time e já um grande ídolo do Clube onde optou por ficar. Outros grandes craques como Pachequinho, Alex e Keirrison também já sentiram na pele o mau humor desses infelizes.
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sexta-feira, 18 de setembro de 2009, 10:58
Melhor público do ano no estado. Quase 33 mil torcedores acompanharam o belo espetáculo proporcionado pela torcida do Coritiba, do Corinthians e pelos dois times. Faltou pouco para o Coritiba sagrar-se vitorioso na última quarta-feira, no estádio Couto Pereira. Infelizmente não conseguimos manter o padrão de jogo do primeiro tempo e cedemos o empate – justo, em minha opinião. Campeão da Copa do Brasil, mesmo sem cinco titulares, incluindo Ronaldo Gordo, a torcida empurra e fica sempre difícil vencê-lo, mesmo sob nosso domínio. O Timão incomodou.
As principais estrelas do time estavam apagadas. Ariel, Marcelinho Paraíba e Tiago Gentil ficaram abaixo tanto das expectativas quanto do espetáculo. Dirceu, nosso volante-zagueiro, mais uma vez foi um leão e mostrou que pode ser titular. Pedro Ken, recuperado totalmente da lesão que o afastou em 2008, está na sua melhor forma física e técnica. Sem contar que ainda vai evoluir cada vez mais, até ser vendido.
Embora os três pontos não tenham vindo, a renovação do contrato de Marcelinho e o padrão de jogo conquistado por Ney Franco trazem ares mais calmos ao Alto da Glória. O campeonato está chegando à sua fase decisiva e cada jogo agora será uma final. Fugir do rebaixamento ainda é a meta.
O próximo confronto contra o Flamengo, no Maracanã, terá um sabor de revanche para os rubro-negros. Goleados por 5x0 no primeiro turno, a humilhação ainda existe. Temos que ter cautela e jogar para vencer. O Flamengo tem várias limitações, embora a chegada de Petkovich tenha dado dinamismo e poder ofensivo ao time, que tem um tanque chamado Adriano. Espero que nosso tanque chamado Ariel também possa fazer a diferença.
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segunda-feira, 31 de agosto de 2009, 20:19
Como previsto, o Coritiba entrou em campo disposto a reverter a má impressão deixada no jogo contra o Santo André. Mais do que isso, a honra do time paranaense estava em jogo e derrotar o Avaí era muito mais que uma simples obrigação. A colocação incômoda na tabela empurrou o time para a frente. Ainda errando muitos passes, a marcação melhorou e éramos ameaçados apenas em esporádicos contra-ataques que não surtiram efeito. O time foi bem, pressionou, marcou dois gols e garantiu mais uma vitória no Couto Pereira.
A volta de Ariel é um alívio. A entrada de Thiago Gentil deu mais qualidade ao passe, que encontrou Marcelinho Paraíba no primeiro gol. Mais uma vez o camisa 9 fez diferença. Marcelo está sobrando. A zaga começa a ganhar forma e Démerson entrou bem na tentativa de Ney Franco em conter o inimigo.
A zona do rebaixamento está muito perto. Vivemos na ilusão das vitórias em casa e da decepção com a realidade, quando jogamos fora. O time precisa marcar pontos longe do seu domínio se quiser ao menos chegar à Sul-americana. Pouco para o ano do Centenário, muito para quem pode cair novamente.
Próximo jogo é contra o Goiás. Time que briga por uma vaga na Libertadores e que tem os melhores laterais do Brasil. A expulsão de Fernandão, ontem, não facilita nossa vida. Jogar no Serra Dourada é sempre muito complicado. O gramado de maiores dimensões no País pode pregar peças. Um empate não seria mau resultado, mas já está na hora de arriscarmos. Buscar os três pontos. Perder e empatar dá quase no mesmo. Já a vitória é a glória. Além dos três pontos, em um torneio tão equilibrado, devemos sempre lembrar que o número de vitórias é o primeiro critério de desempate. A decepção fica novamente pela ausência de jogadores por cartões desnecessários. Marcelinho Paraíba e Pedro Ken, os reis do amarelo, não jogam de novo.
É perceptível o novo padrão de jogo, a motivação e o empenho.
Hoje é um dia especial. O dia do “Fico” de Marcelinho Paraiba. A janela de transferências européias acaba à meia- noite. Amanhã estaremos um pouco mais tranqüilos.
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segunda-feira, 24 de agosto de 2009, 16:45
Faltou inspiração, faltou bola.
A mesma inspiração que me faltou nos últimos dias para escrever, também faltou ao Coritiba, em seu último compromisso, diante do Santo André. Mesmo com a vitória sobre o Fluminense e o Palmeiras, o time ainda beira o caos e corre o risco de ir à Segunda Divisão. Se respiramos com as vitórias recentes, nos afogamos em Santo André.
O castigo por não ter um elenco ao menos competitivo começa a fazer estragos, principalmente quando dependemos dos fraquíssimos reservas de quem nos cercamos este ano. Rodrigo Pontes possivelmente acelerou os acontecimentos e deve se despedir mais cedo. O primeiro passo para não irmos para a segundona é nos livrarmos dos jogadores que a ela pertencem. É o velho ditado: o jogador sai da Segunda Divisão, mas a Segunda Divisão não sai do jogador. Triste.
A incerteza na renovação do vínculo de Marcelinho Paraíba causa certa insegurança, para não dizer pânico. Sabemos que se nosso craque nos abandonar, a situação vai piorar, pois não temos reservas à altura, nem em nosso elenco nem em todo território nacional.
Apesar de tudo, creio na vitória sobre o Avaí. Time sem camisa, com folha de pagamento reduzida, mas com jogadores que se superam na vontade e na organização. Mérito para Paulo Silas. Há muitas partidas sem perder, o time da Ilha vai enfrentar um Coritiba com a corda no pescoço, que honrará seu mando e partirá pra cima do adversário. A torcida tem que ignorar o mau tempo, a apatia de alguns atletas e entender que ela pode fazer diferença.
Boatos comentam que Ariel não joga mais no Coritiba. Dizem por aí que o gringo rompedor já teria acertado sua transferência, o que é preocupante, tendo em vista o desempenho de Bruno Batata. Vou torcer para ser mentira, intriga da oposição. Espero que Thiago Gentil assuma o papel que lhe cabe e dê qualidade ao ataque. Douglas Silva, sempre com problemas, também tem futuro incerto.
Há ainda muita estrada pela frente e muitas dificuldades irão aparecer. Não tenho dúvida de que sem reforços vamos sofrer até o fim, mas se perdermos os únicos atletas de qualidade, aí sim, faremos companhia ao Fluminense no ano que vem.
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terça-feira, 11 de agosto de 2009, 14:20
A derrota para o Cruzeiro em casa foi o golpe de misericórdia na gestão de Homero Halila e René Simões. A paciência da torcida acabou. A sequencia de acontecimentos negativos que cercaram o ambiente no Alto da Glória inclui baixíssimo rendimento, lesões, derrotas, boatos de débito com os atletas e possíveis despedidas. Não há comando que segure. A verdade é única: 16 pontos em 18 jogos. Gastura.
Qual a diferença entre a campanha de 2005 e a de 2009? A resposta é simples e, de certa forma, otimista. Em 2005 o Coritiba também vivenciou uma sequencia negativa, com 10 partidas sem vitórias, e viu passar pelo seu comando até o filho do Antônio Lopes. Naquele ano também fomos comandados por Cuca, maior responsável pelo rebaixamento, Antônio Lopes e, por fim, o pastor Márcio Araújo, que chegou apenas para dar a extrema unção.
Este ano é diferente. Felizmente o time não nos enganou e pudemos perceber rápido que a coisa estava preta. Este ano nós temos metade do campeonato para sair do rebaixamento, o que, nessas alturas, seria uma tragédia. Nem falo em G4 e Sul-Americana. Para mim, basta permanecer na primeira divisão e montar um time forte para o ano que vem.
Ney Franco chega para mudar rapidamente o panorama. Só não se ensina ninguém a jogar bola. Talvez Ney não tenha o mesmo apelo psicológico que demonstra René, mas os títulos e conquistas, embora limitadas ao Flamengo, demonstram um profissional sério e comprometido com os resultados. Ney Franco definitivamente não é o cara, mas levando em consideração quem está disponível no mercado, não havia muitas opções. Seria ele ou Carpegianni, que há séculos não ganha nada e talvez esteja um pouco abaixo do que precisamos. Sem contar os Mancinis da vida.
Devemos ter a consciência de que mais uma mudança no comando técnico pode significar o fracasso absoluto, pois ficaria claro que nosso problema são os jogadores e não o treinador. Espero estar errado, de verdade. Com a volta gradativa dos nossos principais jogadores, esperamos sair rapidamente dessa situação incômoda que pode se tornar permanente e sem cura.
A definição do sistema de jogo é fundamental. Se vamos retornar ao 3-5-2, felizmente, então vamos recuperar nossos alas e botar o time pra frente. Colocar os jogadores em suas posições de origem para que rendam o máximo. Precisamos nos concentrar no campo. Se os Paraíbas vão ou não vão embora, problema deles. Enquanto forem nossos, vamos incentivá-los e apoiar o restante do elenco. Agora é a hora de a torcida mostrar sua força e empurrar o time. Vamos no grito!
Uma reformulação no elenco se faz essencial. Bruno Batata não está bem, se é que um dia esteve. Não pode ser nosso centro-avante. Enquanto Ariel não retorna, Thiago Gentil parece ser a melhor opção, embora tenha características bem diferentes. Além disso, Thiago é habilidoso, tem ótimo passe e pode mostrar muito ainda. Talvez Marcelinho deva se aproximar do ataque, empurrando seu xará para a frente, onde fez suas melhores partidas.
Próximo confronto é contra o Flu no Maraca. Ney Franco conhece bem esse território. Depois dessa partida podemos fazer uma nova avaliação. Enquanto isso, vamos rezar.
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quinta-feira, 6 de agosto de 2009, 12:59
Só nos resta escrever. Escrever sobre a ameaça que nos cerca novamente. Sobre a falta de planejamento e de jogadores de qualidade. Sobre a falta de atitude e, principalmente, a falta de vergonha.
A torcida tem razão em criticar. René tem razão em assumir a culpa e eu tenho razão quando digo que a falta de zagueiros vai nos derrubar. Ontem não jogamos com três zagueiros, e sim com apenas um. O reserva do reserva Démerson, apoiado por dois volantes raçudos que tentaram ser zagueiros, enquanto Felipe, Pereira, Cleiton e Jéci assistiam à partida do lado de fora.
A palavra do momento é improviso. Meia-ofensivo improvisado de ala, volante improvisado de zagueiro, zagueiro improvisado de lateral, craque improvisado de perna de pau e perna de pau improvisado de craque. Triste, melancólico e cancerígeno. A gastura chega a arder o estômago. Ninguém está jogando nada. O time que mais erra passe no campeonato continua se superando, liderado por Marcelinho Paraíba, que mistura soberba e desleixo.
A luz vermelha acendeu. Chegamos à metade do campeonato no G4 do mal. E agora, René?
O Coritiba não consegue colocar seu time titular para jogar a meses e soma míseros 16 pontos em 17 rodadas. Ritmo de rebaixamento. Levando em conta os números anteriores, cito Paulo Vinicius Coelho, o PVC, que nos lembra todo ano o número mágico para escapar: 42 pontos.
Logo, percebemos a gravidade da situação em que o Coritiba se encontra. Caso não vença o Cruzeiro no fim de semana, a situação de René Simões se tornará insustentável, mesmo todos sabendo que não temos elenco para trabalhar. Sou contra sua demissão. Não temos profissionais disponíveis no mercado. Nem o Lopes está desempregado. Salvo se o Adílson Batista se fizer disponível. A hora é de contratar jogadores, fazer elenco. Dezoito jogos são muita coisa.
A estréia apagada de Thiago Gentil pode esconder um ótimo jogador, habilidoso e que pode incrementar nosso ataque. Bruno Batata não pode jogar no verdão. Um jogador que não consegue dominar a bola não pode funcionar. É só na canela. Que saudades do Ariel. Os que se salvaram: Dirceu e Pedro Ken, que sempre se doam ao máximo e Leozinho, que não tem medo de ir para cima, mas acabou substituído no segundo tempo. Leandro Donizete fez sua pior partida no campeonato, errou muito e foi premiado com a perda dos dentes frontais. Cena forte.
Voltamos a jogar com três zagueiros. René me ouviu. Agora só faltam os jogadores.
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segunda-feira, 3 de agosto de 2009, 17:21
Faltando duas rodadas para o fim do primeiro turno, o Coritiba está no limite da zona de rebaixamento, um ponto à frente de seu rival estadual. Um centenário que prometia muitas alegrias tornou-se motivo de preocupação. O medo do rebaixamento voltou.
Sem vencer há cinco partidas e punido com a perda do mando de campo, contra o Santos o Coxa enfrenta, além do gramado em Cascavel e da hostilidade da torcida local, um quadro de dificuldades que inclui deficiência técnica, jogadores machucados, incompetência da diretoria e comissão técnica.
Acho que René Simões deveria repensar o sistema defensivo e retornar ao esquema com três zagueiros. Explico o porquê. Mesmo com a chegada de Jéci e o provável retorno de Pereira, é fato que ainda falta muito para termos uma zaga de qualidade. Uma zaga de centenário. Os laterais não estão jogando nada. Douglas Silva está visivelmente acima do peso e Rodrigo Heffner não apóia nem defende. Se o motivo de Márcio Gabriel não jogar era sua condição de ala e não lateral de ofício, o problema estaria resolvido. Jéci, Pereira e Felipe poderiam juntos amenizar a falta de técnica com união e muito suor. Jaílton e Leandro Donizete seriam os volantes, Márcio Gabriel e Carlinhos Paraíba os alas, Pedro Ken e Marcelinho os meias, e Ariel e Marcos Aurélio os atacantes. Parece simples, mas estamos muito longe dessa realidade.
O Coritiba, segundo as estatísticas do Brasileirão, é a equipe que mais erra passes e Marcelinho Paraíba, por consequência, o jogador que mais esse fundamento. Seria o excesso de responsabilidade ou certo desleixo? Não importa nomear culpados. Estamos errando muito e isso tem que acabar. René vai muito bem no fator motivacional, mas tem deixado muito a desejar na montagem do time, na marcação, nas jogadas ensaiadas e bolas parada. Não sou a favor da demissão de René, ainda. Vou levar em consideração as suspensões e jogadores machucados. Mas se não vencermos o Santos, no meio da semana, chegaremos à metade do campeonato com míseros 16 pontos. Mesmo número dos conquistados em seis jogos pelo amedrontador Avaí.
Estamos no limite. No limite da paciência, na técnica e da zona de rebaixamento. Fica o alerta para a próxima partida. A luz vermelha acenderá caso a vitória não venha.
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quinta-feira, 23 de julho de 2009, 15:37
Daqui a pouco tem jogo no Couto e prognóstico é coisa que se faz ANTES. Longe de mim desejar o mal do nosso Clube e na base da garganta vou tentar ajudar pra minha tese não se confirmar.
O Coritiba, se entrar com o mesmo time que fez aquele jogo ridículo na Baixada (como vem sendo anunciado) vai sofrer pra ganhar do Sport. Esse 4-5-1 do René é terrível, pois tira o Marcelinho da sua característica que é jogar vindo de trás, e tira do time o atacante com mais poder de conclusão, que é o Marcos Aurélio. "Marquinhos" é o típico jogador pé mole como K9, parece desinteressado, mas assim como a nossa maior revelação recente, sabe o que fazer quando a bola chega na frente. Pior que isso, o esquema defensivista/teimoso nos obriga a ver Rodrigo Heffner jogar, pois René entende que Márcio Gabriel não joga numa linha de quatro defensores. Joga sim senhor, mas se o problema é esse, basta o Jaílton dar um passo atrás e formar na zaga que haverá a cobertura para a subida dos laterais, condição fundamental pra furar uma retranca como a que teremos logo mais.
Não entendo o motivo de escalar errado, esperar a torcida se enervar e um sofrível primeiro tempo passar, pra depois colocar Marcos Aurélio e Márcio Gabriel no jogo. Podia já começar certo, pra cima, com cautela mas com coragem. Não, ele vai tentar fazer 1x0 com esse time medroso e se não sair o golzinho fortuito aí ele vem pra jogar futebol no segundo tempo.
Mas como René é imprevisível, pode que ele surpreenda, como contra o Grêmio, e entre diferente do que diz a imprensa. De qualquer maneira, quem é Coxa que esteja no Couto mesmo com chuva, mesmo com frio, e vamos fazer a nossa parte pra que venha outra vitória. Nossa torcida não é a do Botafogo e pelo menos 10 mil guerreiros estarão presentes.
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segunda-feira, 20 de julho de 2009, 19:34
Sem dúvida, o Atletiba disputado ontem na Arena foi um dos piores da história. Embora René Simões e Valdemar Lemos tenham dito que gostaram do que viram, os torcedores de ambos os times saíram frustrados.
Eu saio frustrado pela falta de ousadia que o Coritiba demonstrou. Acho que se tivéssemos forçado um pouco, sairíamos com os três pontos, que nos colocariam em outra situação no campeonato. Faltou bola. Jogadores rendendo pouco, mas defendendo bem o patrimônio. Os caras não ameaçaram nenhuma vez.
Quero parabenizar mais uma vez o Dirceu, que preencheu o buraco deixado pela ausência de nosso três zagueiros, todos vetados pelo departamento técnico. Há dias venho repetindo que já está difícil ser um time competitivo com a zaga atual, com peças improvisadas fica quase impossível. De certa forma sei que esses problemas seguraram um pouco nossa ambição. Um ponto trazido do Shopping Center deve ser considerado, mas o time dos poodles é muito ruim. Tínhamos obrigação de ganhar. Ontem o jogo era fácil.
A saída por contusão do argentino Ariel foi péssima para o time. Para piorar, há rumores de que tenha rompido o ligamento do joelho, ou tenha sofrido alguma lesão no menisco. Seja qual for, mais um jogador afastado e entregue ao D.M. Aí me lembro do Marcel, que virá em ótima hora. Bruno Batata não rendeu o esperado e René demorou muito para colocar Marcos Aurélio. Marcelinho Paraíba também não agradou, embora tenha tido as melhores oportunidades.
Próximo confronto é contra o Sport no Couto Pereira. Obrigação de ganhar para somar 7 pontos em 3 jogos. Média boa para quem está fugindo da atração magnética imposta pela zona de rebaixamento. Com a certeza de um ótimo público, o time tem que correr mais e ser mais ousado. Vamos torcer pela rápida recuperação de Ariel, a rápida chegada de Marcel, mais dois zagueiros e pelos fracassos dos rivais. Infelizmente esse é nosso papel.
Já respiro um pouco mais aliviado, mas ainda falta muito para um ano de centenário. Só com a Cláudia Leite não dá.
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segunda-feira, 20 de julho de 2009, 15:34
Ano passado o Coxa voltava da série B e mesmo assim perseguiu a Libertadores até boa parte do segundo turno, só perdendo essa possibilidade pela covardia de Dorival Júnior nos jogos fora de casa. Nesse ano, mais estruturado e com o Centenário, a mínima expectativa da torcida era buscar novamente essa classificação, ao menos fazer melhor do que em 2008, dessa vez com mais chances de êxito.
Só que o medo de ver repetida aquela covardia vem se mostrando pertinente – inclusive na única vitória fora de casa a estratégia foi a mesma - contra o Náutico a categoria do Marcos Aurélio salvou a noite.
O ATLETIBA foi a gota d´água. Escalar Heffner na ausência de Gabriel é compreensível, mas tendo este a disposição é um absurdo. Heffner é fraco no apoio e na marcação, e quando não está muitíssimo inspirado não serve pra jogar no Coxa. Tanto ele quanto Douglas Silva não passavam da intermediária defensiva. Ariel era o único atacante de um time que precisava ganhar o jogo. Marcos Aurélio – que já fez da Baixada o seu quintal – foi preterido em prol da retranca. Num momento auspicioso, René chamou MA à beira do gramado, mas não era uma alteração tática, era alguém sentindo alguma dorzinha, pra desespero dos guerreiros que pagaram R$ 40,00 pra ver uma simples vitória, magra que fosse, e receberam um futebol de fazenda, e viram incrédulos o atacante voltar pro aquecimento eterno.
Após a vitória contra o Grêmio, René disse que até o final do turno a coisa EMBAIXO não estaria definida, com todo mundo coladinho. Percebo agora que “Embaixo” é o modelo mental estabelecido pelo treinador, pela maneira defensiva que coloca o time em campo, o que contraria o sempre evocado discurso do Grande Coritiba. A Master Mind coxa-branca mostra-se equivocada quando vemos um time fazer cera pra empatar o clássico mais fácil dos últimos anos, quando tivemos apenas um atacante durante os 95 minutos de um jogo arrastado e sem ambição. O Coritiba conseguiu a proeza de ser inferior ao combalido rival, perdeu a melhor chance possível de somar três pontos. Empate com sabor de derrota.
Edu Brasil teve precisão cirúrgica na coletiva da Baixada. Fazendo referência ao fato de Simões e Lemos terem trabalhado juntos há quase 25 anos, no Mesquita/RJ, o “Avô do vento” alfinetou:
- Foi o ATLETIBA da Amizade, René?
Respondeu que não, que o jogo foi muito disputado, com muitos cartões. Mas o Edu captou bem. Nada melhor para a manutenção do cargo dos bons amigos que esse empate. Não que fosse o objetivo, mas que foi conveniente, foi.
A persistência nessa ideologia pobre - digna mesmo de um Mesquita - deve ser a matéria-prima da nossa raiva ao longo do Centenário sofrido que nos acena. Duro mesmo é saber que o time pode mais.
Foi um dos piores ATLETIBAS, times medrosos e resultado medíocre, e pra completar, fora do campo tivemos o espetáculo da idiotice, os vileiros juvenis e seus rojões, cujo único efeito prático é denegrir clubes e torcidas, assustar as crianças e mulheres presentes. Com tudo isso fica mais difícil reclamar dos paranaenses caipiras que vestem orgulhosos as camisas do eixo. Mas a gente reclama mesmo assim.
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quinta-feira, 16 de julho de 2009, 18:19
Tinha tudo para ser uma tragédia. Novamente errávamos muito. Mais de 30 passes errados só no primeiro tempo. Números que impressionam.
René Simões acreditou no sistema com dois zagueiros, com Douglas Silva e Rodrigo Heffner nas laterais e Pedro Ken fechando o meio com Leandro Donizete. Rapidamente, ficou evidente o buraco deixado por Heffner e Pedro Ken, que se lançavam ao ataque sem uma cobertura apropriada para o setor. O gol gremista, logo no começo, já denunciava as falhas de nosso sistema defensivo, rapidamente percebidas pelo tricolor, que abriu o placar logo com Jonas.
O nervosismo começou a dominar o ânimo dos jogadores, provocando muitos passes errados e um baixíssimo rendimento dos laterais. Quando chegávamos ao ataque, nossos atacantes perdiam as poucas oportunidades criadas. Mas, ao fim do primeiro tempo, o milagre. Marcelinho Paraíba fez valer o ingresso e acertou um chute fora dos nossos padrões, que acertou o ângulo direito do goleiro Vítor. Um golaço. O gol surpreendeu o Grêmio, acendeu novamente a torcida e principalmente recuperou a confiança do grupo.
Visivelmente mais ligado, o Coritiba entrou em campo no segundo tempo disposto a reverter o empate, que naquelas alturas não era nada bom. A ajuda veio mais uma vez em um lance de surpresa. Thiego, em uma atitude descabida, agrediu Douglas Silva com um pontapé grotesco, deixando a equipe verde com vantagem numérica. Os laterais melhoraram e o time foi pra cima.
Os gaúchos não assimilaram o golpe e, visivelmente perdidos, foram presa fácil. Em uma jogada rápida pela esquerda, Carlinhos Paraíba cruzou a bola, que em raro momento encontrou os pés de Marcos Aurélio. Em seu único lance de felicidade, acertou um passe certeiro para a conclusão de Ariel. Dois a um e a virada estava consolidada.
Foi uma vitória daquelas. Suada e que nos faz sonhar um pouco mais alto. Domingo tem Atletiba na Arena. Nossas últimas aparições em território inimigo foram muito boas. René é especialista em motivar os jogadores para situações como essa. A confiança necessária já foi conquistada. Agora é torcer, vencer e comemorar. O nosso sucesso é o desastre atleticano.
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quinta-feira, 16 de julho de 2009, 09:40
Contra o Barueri o Coritiba errou muito, mas muito mesmo. E jogando fora de casa, com o gramado encharcado, contra uma equipe organizada, as deficiências técnicas ficaram mais evidentes, principalmente no setor defensivo. A defesa do Coritiba me dá calafrios. Culpo a nossa zaga por todos os gols, do pênalti contestável ao gol contra, faltou técnica e pior de tudo, vontade. O zagueiro Felipe continua demonstrando toda sua falta de experiência e afobação nas últimas partidas. Já se foi o tempo que o escalaria no Cartola F.C. Pereira, ainda no departamento médico, deixa uma lacuna, não ocupada por Claiton. Não vou execrá-lo pelo gol contra, mas fica o alerta para as próximas partidas. Sinceramente, ele não é o cara. Cadê o cara?
Rumores falam sobre a volta do atacante Marcel ao Alto da Glória. Lembram dele? Aquele mesmo. Fico feliz com essa possibilidade, mais um jogador alto, com certa técnica que pode ajudar muito, principalmente nas bolas aéreas, tão comentadas nos últimos anos, graças à filosofia de jogo do tri-campeão brasileiro, o São Paulo. Confesso a vocês que preferia mil vezes um zagueiro bom a um atacante, que por sinal, são oito ao total.
A irregularidade nos acompanha, batendo times grandes com facilidade e tropeçando em times pequenos, cujo espírito se mostra muito parecido com o nosso, quando enfrentamos equipes de peso e torcida. Estamos nós nos comportando com empáfia diante de adversários de menos camisa? Essa teoria pode explicar a falta de vontade e excesso de confiança que se esvai a cada espetáculo desastroso.
Carlinhos Paraíba faz muita Falta. Em poucos minutos em campo, já demonstrou isso. Douglas Silva, abaixo do esperado, fez uma grande apresentação contra o São Paulo e merece uma segunda chance na ala esquerda, deixando o Carlinhos com maiores chances de atuar onde gosta, como meia de criação. Talvez seja a hora de Pedro Ken ir pro banco, dando lugar a mais um canhoto. Não vejo problemas em ter dois canhotos na meia. Os dois Paraíbas podem trazer uma nova dinâmica a equipe, resguardada pela excelente fase do volante Leandro Donizete.
Hoje a parada é duríssima. Com a eliminação na libertadores, o Grêmio busca novamente chegar a competição intercontinental e para isso não medirá esforços. Mesmo com desfalques importantes como Souza, Réver e Maxi Lopes, devemos ter muito cuidado. A torcida tem que jogar com o time os noventa minutos. Muita atenção com jogadas aéreas, que são municiadas pela precisão de Tcheco.
Espero que hoje seja o começo da redenção. Espero hoje saber realmente se brigaremos por posições intermediárias ou se vamos passar o ano rezando para não cair. Nossa sorte que há times piores como: o Atlético, o Náutico e o Avaí. Minha preocupação está na dimensão dessa lista que poderia incluir no máximo o Fluminense e o Santo André, que hoje também tem missão importante.
Estaremos lá para mais uma batalha. Confio no poder da equipe jogando em nossos domínios, apesar de que o clima frio e úmido não se distancia de Porto Alegre. Venceremos se tivermos mais vontade, se estivermos ligados o tempo todo, se jogarmos mais uma vez com o coração.
Palpite de hoje: 1 a 0.
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quarta-feira, 15 de julho de 2009, 10:47
Dentro de campo os resultados estão sofríveis, mas fora o Coritiba mostra preocupação com a montagem do elenco para os próximos anos. Se em outras épocas o Clube chegou a ser vitrine e valorizar jogadores dos outros - ou donos do próprio "passe" - esse ano dá pra se notar a nítida diferença. Jogadores estão sendo contratados por períodos maiores e isso dará a tranquilidade de planejar melhor o futebol. Não vamos chegar ao fim do ano sem time como em outras oportunidades, cheios de contratos a renovar, com jogadores muito valorizados, recebendo propostas que fogem às possibilidades do orçamento alviverde.
Marcos Aurélio é excelente atacante e tem contrato até dezembro de 2010, Pereira (experiente zagueiro, teve sua saída lamentada pela torcida do Grêmio) é um caso idêntico. Ariel tem mais 4 anos de contrato e tempo pra se valorizar e render frutos para o Clube. Mesma coisa para revelações como o habilidoso Renatinho (que acaba de renovar seu vínculo) e Felipe, que vive sim péssima fase, mas ninguém duvida de sua qualidade. Márcio Gabriel que chegou sem crédito hoje é uma revelação (só não foi surrupiado pelo Inter por ter contrato até 2011), assim como Cleiton que nos fez esquecer o Maurício Ramos e também teve o salário merecidamente reajustado.
A notícia principal da semana foi a renovação de "Leãodro" Donizete, que agora pode gastar a bola sem que a torcida tema sua saída sem a devida compensação financeira. Douglas Silva é outro que poderia ser procurado antes que volte a jogar tudo que sabe.
É claro que temos casos não tão favoráveis, mas que têm tudo pra se resolver. Até hoje não entendo o acerto curto feito para tirar o Carlinhos do Santa Cruz, Marcelinho é ídolo e poderia renovar por uns 3 anos, Pedro Ken deveria manter a postura de grandes coxas-brancas como o goleiro Fernando e o lateral-esquerdo Adriano, que renovaram seus contratos antes de sair, para que o clube recebesse a justa remuneração pelo que foi investido. Mas assim como K9, Pedro é jogador da Mais Sports e a relação empresa-Clube já foi bem melhor.
Não dá pra esquecer do caso Mancha que, se não entrou num acordo financeiro com o Coxa, pelo menos foi homem até o final, ao contrário do ingrato Marlos que nunca foi um bom profissional e saiu pela porta dos fundos. Lembro bem dele mamado como gambá no trio elétrico da Série B. Mesmo na festa da empresa a gente precisa se comportar direito, e aquilo foi revelador.
O resumo da ópera é que ou o time se supera e começa a engrenar hoje, ganhando desse forte Grêmio para já em seguida derrotar domingo os fregueses poodles na Baixada, ou efetivamente os objetivos traçados para o ano vão ficar cada vez mais distantes, fazendo que os resultados deste sinal de planejamento fiquem para ser colhidos somente em 2010.
Ao iniciar um ano com a boa base que teremos, vai ficar muito mais fácil montar um time competitivo, pois todo ano o Clube apresenta excelentes valores na prata-da-casa e aí é só trazer as peças certas que vão complementar essa boa, porém tardia estrutura que os percalços do passado nos impediram de montar com antecedência.
O Coritiba é forte, sua torcida é maravilhosa e jamais abandona, quem sabe o ano do nosso Centenário não nos reserva parte das alegrias que merecemos? A esperança permanece, os jogadores reconhecidamente são bons valores, apenas faltam alguns ajustes e uma dose de sorte pra seguir sonhando e hoje o jogo é decisivo. Mais uma vez, todos os caminhos levam ao Alto da Glória.
Estatuto: É claro que o acerto em determinado aspecto do Departamento de Futebol precisa ser enaltecido, mas não encobre os erros que vem sendo cometidos pela Administração do Clube. Um estatuto arcaico onde o Conselho faz parte da chapa do Executivo não é legítimo pra fiscalizar nada e a Reforma é um anseio que será costurado por todos os que querem um Clube moderno e apto a prosperar. Voltaremos a este tema.
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sexta-feira, 3 de julho de 2009, 19:22

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sexta-feira, 3 de julho de 2009, 19:18
Somos todos coxas-brancas. Inclusive Alex e K9. Quando vejo a foto, percebo como poderíamos ter um timaço. Um time que nos levasse a qualquer lugar.
Vanderley; Rafinha, Miranda, Henrique e Adriano; Rodrigo Mancha, Alex e Marcelinho Paraíba; Liédson, Keirrison e Marcel.
Só para brincar, percebemos a quantidade de bons jogadores que surgiram nos últimos anos, mas que foram embora sem construir uma história no clube. Uma história que poderia ser contada com troféus e glórias. Estendo a Paraíba o crédito, pois sabemos que esse casamento não vai durar muito.
Mas não adianta chorar o leite derramado. Vamos falar do presente.
Atuação lamentável no Beira-Rio. Nem mesmo a bola na trave no primeiro tempo minimizou a surra.
Tenho que discordar das alterações que René Simões promoveu no segundo tempo. Já havia dito que oito atacantes poderiam ser o inferno. E foi. Ter oito atacantes obriga o treinador a mexer, caso os titulares não estejam correspondendo, e assim, as mudanças foram mal executadas, dando lugar a um sonolento Hugo e um esforçado Leozinho, que nada puderam fazer.
Mas o pior foi quando o zagueiro Pereira saiu machucado, e mesmo com um zagueiro de ofício no banco, o Démerson, René optou pelo volante Rodrigo Pontes, recuando o Jaílton para fazer o papel de terceiro zagueiro. Que confusão. De que adianta ter um zagueiro no banco de reservas? Nem lembrava mais que o Rodrigo Pontes existia. Se o Démerson não serve, mandem-no embora e contratem um zagueiro que, segundo a comissão técnica, funcione. Estava curioso para ver o Démerson em campo, mas não foi dessa vez. E nunca será!
Fim de semana receberemos o São Paulo. Um São Paulo renovado e motivado pela nova comissão técnica. Parada dura. O que pensa René Simões?
Sabemos que a torcida fará sua parte. Já que o direito de opinar e palpitar me foi concedido, arrisco o placar de 1 x 0 pro Verdão!
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segunda-feira, 29 de junho de 2009, 00:13
O time vinha mostrando a coragem de que se precisa pra ganhar de qualquer Inter em pleno Beira-Rio. E esse Inter até era reserva, mas recheado dos bons jogadores que proporciona a pujança financeira colorada em dias de um centenário “mais favorecido” que o nosso. Mais entrosados, fomos desperdiçando nossas oportunidades. Marcelinho sofreu um pênalti claro não marcado, Marcos Aurélio era o mais perigoso e mandou uma bola na trave. Mesmo tendo o zagueiro Demerson no banco, René mostrou coragem e colocou Rodrigo Pontes no lugar de Pereira lesionado, querendo melhorar a qualidade na saída de bola. O gol não veio no primeiro então no segundo tempo era a hora do time traduzir a superioridade em bola na rede.
Mas com 10 minutos a opção de René foi tirar o ídolo Ariel pra apostar na entrada do inconstante Hugo. E o treinador terminou de matar o ataque alviverde quando sacou nosso mais efetivo atacante que vinha sendo o Marcos Aurélio, pra colocar um caricato Leozinho que ainda precisa entrar em sintonia no Clube.
Mesmo mexendo errado o Coritiba teria chances na partida não fosse a pior apresentação do talentoso prata-da-casa Felipe, que vem comprometendo sua produção desde que teve o nome envolvido num possível interesse do futebol português. Felipe foi o responsável direto pelos gols que abateram o time e terminaram de enterrar o que vinha sendo uma boa noite de futebol coritibano na fria Porto Alegre. O equatoriano Bolaños não tinha nada com isso e agradeceu fazendo os 3x0.
Com limitações financeiras que seus adversários não experimentam, o Coritiba não pode deixar de matar um time perigoso como o Inter em sua própria casa, e René não tem o direito de errar, sob pena do time ficar condenado à luta na “zona do agrião”, cujo prêmio maior seria uma ainda magra Copa Sulamericana, muito pouco pra grande exigência da nação coxa-branca.
Não acredito em briga na zona de baixo, prefiro deixar essa preocupação para os poodles da Baixada, mas hoje o Coxa perdeu uma oportunidade fundamental de fazer mais 3 pontos. No próximo domingo, 16h00, os bambis que nada tem a ver com isso vão ter que pagar o pato, sob pena de uma crise se instalar lá no alto de tantas glórias. Sem Carlinhos Paraíba e Pereira, abre-se a possibilidade pra um 4-4-2 e a estréia de Rodrigo Crasso naquele que pode ser o esquema do Coxa para os próximos jogos.
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sexta-feira, 26 de junho de 2009, 11:13
Salve nação coxa-branca é uma honra escrever pros irmãos de sangue alviverde. Agradeço ao blog Malukos pelo COXA.
Nós conhecemos essa frase, sempre que tem decisão pra torcida que jamais abandona seu Clube, sabemos de antemão: “Todos os caminhos levam ao Alto da Glória”. Mas, tornando-se centenários nós gostaríamos mesmo era de estar nessa semifinal, já encaminhando a tomada da América e rumo a Dubai, pra pegar o Barça e “moer” pelo 1 a 0 que fosse.
Infelizmente os anos de 1989 e 2005 deixam marcas profundas que nos impedem de viver o momento que essa torcida merece. E daí? Não é porque não estamos onde merecíamos que vamos jogar a toalha. O Brasil tem 5 vagas na Libertadores, provavelmente o 5º no Brasileiro também vai levar, já que Corinthians ou Inter devem chegar lá na frente. Não somos um supertime, muito difícil brigar pela taça, mas temos sim condições de alcançar essa outra meta e pra isso precisamos da volta do espírito de 2007, o espírito de Coxa e Inter há menos de um mês, o ambiente que nossa torcida tanto sabe criar, quando cada jogo torna-se decisivo.
Pra nos conduzir ninguém melhor que o René, um autêntico Coxa sentado no banco, um cara que compreende e sabe tirar muito da histórica mística da camisa alviverde e dos jogadores que a vestem.
Eles, os jogadores, se não são da qualidade que se acostumou a fazer história no Clube em todos os tempos, são sim muitíssimo bons para o que apresenta o nosso campeonato - estão acima da média inclusive eu diria - são principalmente dedicados e mostram querer crescer com o Clube. São homens com a nossa “alma guerreira” que bem traduz a raça dos times que o Coxa costuma montar.
Mas isso não vai nos bastar, além de guerreiros também é preciso ser mais corajosos. No ano passado a covardia nos tirou esse sonho. Jogos fora de casa em que 3 pontos eram fundamentais, mas o time se moldou ao treinador e teve medo de partir pra cima, achando que empatar fora de casa era melhor que perder.
Em pontos corridos faz a diferença quem dá salto triplo. Tem que jogar sempre como se fosse no Couto, com jogadores que combinem marcação e criatividade. E a presença da torcida nesses jogos fora também faz toda diferença. Precisamos o quanto antes chegar mais acima pra mais gente acreditar que sim, é possível. E daí pra frente cada jogo será decisivo - derrotas virão - mas o desejo precisa ser forte pra recriar essa sinergia que vai nos levar onde todos queremos. E nada melhor que chegar no domingo e ganhar desse Inter pra começar a tirar do papel.
Libertadores 2010, aqui vai o Coritiba! Voltaremos ao tema.
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quinta-feira, 25 de junho de 2009, 21:46
Agora temos oito. Oito atacantes.
Marcelinho Paraíba, Hugo, Thiago Silvy, Ariel, Marcos Aurélio, Bruno Batata, Leozinho e, agora, Thiago Gentil.
Sinônimo de opções ou falta delas?
Sem desmerecer nossos atacantes, fora o Paraíba nenhum deles vale a perna esquerda do Ronaldo Gordo, embora um time seja a soma das habilidades, a média, a equipe toda. Para uma competição longa como o Brasileirão, recheado de contusões, suspensões e imprevistos, oito atacantes podem significar o céu. Ou o inferno...
A disputa pela vaga de titular soa como um vestibular. Ainda mais quando jogamos com apenas um homem na frente. O atacante sobrevive de gols. Sobrevive de continuidade. Como dar continuidade a oito atacantes? O “professor” Renê deve saber.
Alguns deles já foram às redes este ano: Ariel, Hugo, Bruno Batata, Marcelinho. E até o Leozinho já deixou o dele, contra o Flamengo. Sem contar o golaço do Marcos Aurélio, a la Romário, contra o Timbú. Pouco ainda pelo que se espera dele. Com a chegada de Thiago Gentil, ofuscado por anos em territórios inóspitos e sem sucesso, esperamos ganhar não só em quantidade, mas em qualidade.
Acredito que a dupla de ataque deva ser Ariel e Marcelinho, deixando os baixinhos no banco para eventuais surpresas. Ariel torna-se fundamental. Alto, forte, raçudo, rompedor. Sem um atacante “referência”, que possa cabecear, não temos chance. A era dos baixinhos não tem data para acabar. Pode funcionar contra times do nordeste, mas quero ver contra times com bola parada mortal, como já aconteceu diante de São Paulo e Grêmio. Sinceramente, o único baixinho que vi cabecear foi o Romário. Até os suecos concordam.
Pelo ar ou pela terra, estamos unidos. Esperando mais um zagueiro e acreditando sempre.
Hoje torcerei pelo Internacional. Para que corra bastante. Para que fique estafado. Para que perca a confiança e chegue moribundo no fim de semana.
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terça-feira, 23 de junho de 2009, 16:57
A goleada sobre o Flamengo e a vitória sobre o Náutico fora de casa trouxeram a tranquilidade de volta ao Alto da Glória. Se o fantasma do rebaixamento nos assombrou nas primeiras rodadas, com o fim da Copa do Brasil o time recuperou sua auto-estima e passou a dedicar-se exclusivamente ao Brasileirão, somando pontos importantes.
Renê Simões alertava que precisava de tempo para treinar, pois desde que chegou seu foco foi apagar incêndios e disputar as finais estaduais e da Copa do Brasil. O tempo tão requisitado chegou e os resultados começaram a surtir efeito.
Longe da formação ideal e de um time realmente competitivo, que brigue por uma vaga na Taça Libertadores, o Coritiba avança no Brasileiro, agora contra o Internacional, e tem tudo para fazer um grande jogo. O Colorado está arrebentado. Está em desvantagem contra o Timão e foi goleado no domingo. Sem vários titulares por conta de contusões e da final da Recopa, é um time forte, mas vulnerável. Uma vitória no Beira-Rio pode trazer uma grande dose de ambição ao elenco.
A garantia de permanência de Marcelinho Paraíba, pelo diretor de futebol Felipe Ximenes, não chega a ser uma novidade. Para mim, soa como uma obrigação. Obrigação que continua na busca por novos reforços, especialmente para a zaga e a meia-cancha. Pedro Ken vem fazendo boas partidas, mas está longe de ser o meia direito dos sonhos da torcida. Ainda sou da opinião de que ele seria mais bem aproveitado como segundo volante, já que tem boa marcação, bom passe, mas precisa aprimorar suas finalizações. Cito o Pedro Ken, pois infelizmente a contusão do ano passado freou seu crescimento e ele foi obrigado a assistir a seus amigos de infância alcançando projeção nacional e internacional. Torço pelo Pedro. Espero vê-lo em gramados europeus ainda, reafirmando nossa qualidade em formar grandes atletas.
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segunda-feira, 22 de junho de 2009, 11:34
É com imenso prazer que inicio minha participação no novo blog Malukos pelo COXA.
O motivo principal que me trouxe até aqui é a possibilidade de falar sobre uma de minhas maiores paixões: o Insubstituível, Eterno, Glorioso. Não cabem aqui os adjetivos que eu poderia citar.
Cem anos mais tarde, aqui estamos nós.
A torcida do Coritiba sempre foi acostumada com times de primeira linha e o torcedor coxa-branca tem conhecimento de que o time campeão brasileiro de 1985 não foi o melhor de todos os tempos, embora qualquer um daquele esquadrão tivesse bola para jogar em qualquer época, em qualquer Coritiba. Que saudades do Lela, do Índio, do Rafael Camarotta, goleirão que, a propósito, tive o prazer de encontrar hoje pela manhã, no centro da cidade.
Hoje temos o Marcelinho Paraíba e o Wanderlei. Incontestáveis. Mas quanto tempo vai durar a permanência do Marcelinho? Sem entrar na nostalgia de Fernando Calazans, sinto saudade da época em que o Marcelinho Paraíba seria mais um, no meio de um time imbatível. Aliás, jogadores como o Marcelinho Paraíba deveriam ser comuns no glorioso e não presentes de centenário. Embora não tenhamos ganhado nenhum troféu este ano, acredito no time.
Sobre o esquema tático que nos cerca há anos, jogar com três zagueiros pode significar duas situações bem distintas. A primeira é a presença de três zagueiros tão bons, que seria um pecado mandar um deles para o banco; então, com os três controlando o setor defensivo, o time poderia liberar os alas e atacar com mais eficiência e segurança. A outra é a constatação de que a qualidade da dupla de zaga é questionável, então a presença de um terceiro homem poderia corrigir esse problema.
Evidentemente, o time que disputou a Segunda Divisão padecia da segunda opção. Portanto, a presença do Anderson Lima fazendo esse papel, já que estava velho e acima do peso para a lateral, foi fundamental para a conquista do caneco e do retorno à elite. E hoje, qual a opção que nos cabe? Sinceramente, eu acredito que ainda estamos na segunda opção. Isso mesmo: precisamos de um bom zagueiro. Precisamos também de um lateral esquerdo de verdade, que saiba marcar e atacar. Espero que o Rodrigo Crasso dê conta do recado. Gosto do time deste ano, apesar das nossas limitações técnicas e de estatura.
Já mostramos ao Brasil que podemos bater de frente com qualquer um, principalmente no Couto Pereira. A torcida do Coritiba vem dando exemplo de como se comportar. Foi-se o tempo em que a torcida era impaciente e “corneta”. Vendo o jogo do São Paulo e o comportamento de sua torcida – vergonhoso, por sinal -, reparo como nós gostamos do nosso time. A nossa parte faremos sempre.
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MaLuKos pelo COXA